Crítica: Para voltar ao topo, Gugu esquece promessa de qualidade e se afunda no sensacionalismo




Por WALLACE CARVALHO

RIO DE JANEIRO - Não faz muito tempo, Gugu Liberato disse por aí que não dava mais importância para os números do Ibope e que estava empenhando em apresentar uma atração de qualidade. Ao sair o SBT, o apresentador não só deixou de disputar o primeiro lugar como também perdeu também à vice-liderança nos domingos. 
Para fisgar os telespectadores, a direção reformulou quadros de sucesso da concorrência, como o “Lar Doce Lar”; ressuscitou sucessos do passado como “Qual é a Música?” e “Escolinha”; trocou o terno preto por um figurino mais descolado e abriu sua intimidade nas redes sociais para se aproximar dos barulhentos internautas.
Tirando a parte de fazer barulho na internet, todas as outras tentativas naufragaram. Pressionado pela direção da Barra Funda, Gugu resolveu arregaçar as mangas, deixou suas convicções de lado e explorou o drama de um anão.
O sensacionalismo em cima das dificuldades do assistente de palco do “Balanço Geral” deu resultado e levou o loiro ao topo por duas semanas consecutivas.
A virada da Record preocupou a Globo e levou a equipe do “Domingão do Faustão” a deixar seu casting estelar em segundo plano para investir no encontro da Mulher-Elétrica com o Homem-Eletricidade. Fausto Silva não precisa desse tipo de recurso para atrair audiência, mas...
Nos últimos anos, o programa global mostrou que, se arregaçar as mangas, é possível não só manter seus conservadores telespectadores como atrair os descolados internautas em investimentos como a “Dança dos Famosos”.
A última vez em que dos dois apresentadores colocaram o pé no sensacionalismo todo mundo saiu ferido. Se hoje a “Banheira do Gugu” virou “cult”, o mesmo não se pode dizer do “Sushi Erótico” do “Domingão” - quadro em que atores degustavam comida japonesa sobre o corpo de modelos nuas. A iniciativa rendeu críticas ao programa de todos os lados.
Quem saiu mais prejudicado nessa história foi Gugu. A equipe do loiro no SBT forjou até uma entrevista com falsos integrantes de uma facção criminosa de São Paulo onde, além de fazer inimizades com nomes como José Luiz Datena e Marcelo Rezende, teve sua credibilidade abalada e chorou ao pedir perdão publicamente no programa de Hebe Camargo.
Neste último domingo (31), o “Programa do Gugu” voltou a explorar o drama de pessoas humildes no quadro “De Volta para o meu Conchego”. Sem seu “anão da sorte”, a produção pesou a mão na hora de dramatizar a história de uma família cansada de passar necessidade na cidade grande e que sonha em voltar para o Nordeste.
Não foi o suficiente para repetir o feito dos últimos 15 dias. O “Programa do Gugu” empatou em segundo lugar com “Eliana”. Ficou claro que se Gugu quiser mesmo a liderança precisará voltar a beber da duvidosa “fonte de inspiração” da década passada.
Resta saber como Eliana irá se posicionar diante dessa antiga rivalidade. Se na década de 90, a dupla Gugu e Faustão duelava sozinha, agora, a apresentadora do SBT tem tudo para brigar de igual para igual na guerra dominical. Em breve, descobriremos até onde a loira é capaz de chegar para manter os excelentes índices no horário para a turma do Anhanguera.
Em tempo: Sem a ajuda do anão Marquinhos, o programa de Gugu registrou média de 6,7 pontos, com pico de 11,3. A Globo, por sua vez, ficou na liderança com média de 16 pontos, durante exibição do "Domingão do Faustão". 

Giro Famosidades

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