Associação de Parentes das Vítimas do
voo da Air France terá encontro com Dilma

Decisão de não resgatar todos os corpos revolta familiares

Bruno Rousso, do R7
Reuters
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A tragédia com o avião da Air France marcou o ano de 2009

A Associação dos Familiares das Vítimas do voo 447 da Air France irá se reunir em breve com a presidente do Brasil, Dilma Roussef. De acordo com o presidente da associação, Nelson Marinho, o encontro é prioridade na agenda do Governo Federal. O avião caiu no oceano Atlântico no dia 1º de junho de 2009 e deixou 228 pessoas mortas. Entre elas, 59 brasileiros.

- Recebi a notícia de que somos prioridade na agenda. Isso vai ajudar muito. A participação da Dilma vai agilizar muitos temas, como a confusão sobre a recuperação dos corpos, o envio de pertences encontrados, o andamento das indenizações, entre muitas outras coisas.

A “confusão sobre a recuperação dos corpos” citada por Marinho ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (10), quando a Justiça francesa resolveu limitar o resgate. De acordo com ele, a justificativa de que corpos em estado avançado de decomposição serão mantidos no fundo do mar não convenceu.

- Essa desculpa esfarrapada não serve. No primeiro momento, na época do acidente, os corpos achados boiando estavam mutilados. Eu vi isso. Mas todos foram entregues às famílias. Então, essa desculpa não serve.

O presidente da associação lembrou ainda que a identificação dos corpos ajudará as famílias a conseguir a certidão de morte presumida. O documento é essencial para que parentes possam fazer movimentações bancárias e acionar pedidos de pensão e indenização.

- Quando se acha um corpo, tem que entregá-lo às famílias. Não pode achar um corpo e deixar lá. Tem que ser analisado. Sem contar o quanto isso faz diferença para que as famílias consigam a certidão de morte presumida.

A operação destinada a recuperar os corpos começou na semana passada, e os restos mortais da primeira vítima foram resgatados na última quinta-feira (5). No último sábado foi resgatado o segundo corpo, que estava preso nos destroços da aeronave, encontrados no fundo do mar.

Esta é a quinta fase de buscas por destroços e corpos do acidente, em uma área situada a cerca de 1.100 km da costa brasileira.

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