Greve ameaça aulas em 39 universidades federais

Paralisação já dura 45 dias; funcionários cobram reajuste salarial

Do R7*
greve-450x338FRANKLIN DE FREITAS/AE

Funcionários da UFPR (Universidade Federal do Paraná) fazem manifestação durante greve na instituição

A greve dos técnicos administrativos das universidades federais já dura 45 dias. Até agora, não houve reunião alguma para discutir as reivindicações dos servidores.

Segundo o governo, só haverá negociação se o movimento for suspenso. Sem perspectiva de diálogo, a categoria promete reforçar a paralisação, o que pode atrasar o início das aulas no segundo semestre. O movimento tem a adesão de servidores de 39 das 59 universidades federais.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o impasse foi criado pela Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras), que decidiu deflagrar a greve durante a negociação.

Entre as reivindicações da categoria, está o reajuste do piso salarial em pelo menos três salários mínimos. Segundo a entidade, o vencimento desses servidores hoje é R$ 1.034.

Apesar de não terem ligação direta com o trabalho desenvolvido em sala de aula, os servidores são responsáveis por atividades administrativas importantes, como as matrículas. De acordo com o coordenador-geral da Fasubra, Paulo Henrique Silva, o movimento grevista agora tentará prejudicar esse processo.

Segundo ele, o comando de greve também vai intensificar a paralisação de serviços prestados pela categoria nos hospitais universitários.

A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) espera que o problema seja resolvido durante o período de férias e não comprometa o próximo semestre de aulas.

*Com informações da Agência Brasil

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