Volta do goleiro Bruno ao futebol beira o absurdo
Atleta está preso desde 2010 e dificilmente teria condições psicológicas de voltar a atuar
Paulo Amaral, do R7
O Tempo/Agência Estado
Bruno não tem nenhuma prova que o incrimine até agora
Preso desde 2010, por estar entre os suspeitos pelo desaparecimento e pelo suposto assassinato de Eliza Samúdio, sua ex-amante, Bruno já deixou de ser um atleta profissional há muito tempo, e seu retorno às atividades poderia trazer várias consequências negativas, tanto no âmbito esportivo quanto no pessoal.
Apesar de até o momento não poder ser considerado
culpado por falta de provas e, por isso, teoricamente ter direito a uma
segunda chance, o ex-jogador, que ainda tem contrato com o Flamengo
(suspenso desde a sua prisão) dificilmente conseguiria se readequar à
rotina de um atleta profissional.
Como o próprio vice-presidente jurídico flamenguista, Rafael de Piro, revelou ao R7,
há empecilhos jurídicos para sua possível volta, já que, por ser
suspeito de assassinato, Bruno dificilmente será autorizado pela Justiça
a deixar a comarca do crime ou a dormir fora de casa.
Além disso, problemas psicológicos podem
atrapalhá-lo em sua readaptação aos campos, já que Bruno terá que
conviver com a inevitável ‘perseguição’ de torcedores de outros clubes,
seja nas ruas, seja nos estádios.
No caso de superar tudo isso, um problema ainda
maior estará diante do ex-goleiro: o próprio grupo do time que
eventualmente o receber. Será que os jogadores encarariam normalmente a
presença de um suspeito de assassinato no elenco? E nas
confraternizações entre as famílias, comuns após finais de campeonatos?
Como Bruno seria visto por filhos, esposas, namoradas, mães dos
companheiros de clube?
É bom os dirigentes de Flamengo e outros times
supostamente interessados em Bruno pensarem bem nisso antes de
oferecerem um novo contrato ao ex-jogador.
Nenhum comentário:
Postar um comentário